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Professores da rede estadual concluem curso sobre Pedagogia Restaurativa com apoio do TJAP e MP-AP

O curso sobre Pedagogia Restaurativa teve sua terceira e última etapa realizada nesta sexta-feira (13), no auditório do SENAC de Santana. Realizado por meio de cooperação entre o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), o Ministério Público do Amapá (MP-AP) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED), a formação teve como público alvo prioritário professores e técnicos da rede estadual de ensino, mas contemplou também servidores do Judiciário e do MP que atuam na área da Conciliação. Os três módulos foram ministrados em 120 horas pelas especialistas Célia Bernardes e Violeta Daou, que consideraram o “aproveitamento 100% observando a persidade de conteúdos que cada participante apreendeu e que poderá passar para outras pessoas”. Segundo Violeta, “os professores estão em condições de passar estes conhecimentos adiante, se tornando formadores à medida que ampliam essas práticas em seus contextos, que são as escolas”. Um dos objetivos centrais do curso é promover mudança de paradigmas quanto ao tratamento de conflitos dentro das escolas. De acordo com Violeta, o sistema de educação vem de um paradigma “tradicional e retributivo” no que se refere à disciplina comportamental tanto dos alunos, quanto do quadro técnico. “Nessa abordagem tradicional o resultado é a punição para o mau comportamento”. A mudança de paradigma se daria com a restauração no lugar da punição, “porque passa a haver uma compreensão de que o mau comportamento advém de uma necessidade não atendida”. A instrutora ressaltou ainda que “punição não educa, ao contrário, salienta o erro e cria possibilidades de mais erros”. Nesse sentido, na Pedagogia Restaurativa “o sujeito tem suas necessidades ouvidas e a Rede é acionada para o atendimento dessas necessidades”, explica Violeta. Euzinete Bentes, coordenadora do programa de Mediação Escolar do TJAP, considera a cooperação com o MPE a SEED fundamental para as políticas de conciliação com foco nos conflitos escolares. “Os professores saem daqui qualificados para atuar dentro das escolas, nas salas de aula, porque são eles que lidam diariamente com os conflitos no ambiente escolar”, afirmou Euzinete. Pedro Paulo Conceição, supervisor do CEJUSC Zona Norte, participou do curso. “O CEJUSC também absorve conflitos oriundos de escolas e cada vez que nos aprimoramos nessas técnicas, melhor para a comunidade porque nós temos, por exemplo, um trabalho em cooperação com o Conselho Tutelar, que nos traz as demandas das famílias desses educandos. Então, nós já fazemos esses círculos restaurativos com as igrejas, com as escolas e com as famílias”, relatou Pedro Paulo. Como consequência, os conteúdos restaurativos já se tornaram realidade em algumas escolas. A professora Doraci Figueiredo participa de um trabalho nessa área desenvolvido na Escola Estadual Padre Simão Corridori, localizada na Rua Cláudio Lúcio Monteiro, em Santana. Segundo ela, 95% dos professores desse educandário foram capacitados como facilitadores em Práticas Restaurativas na Educação. O resultado é a aplicação das técnicas inovadoras nos principais projetos da escola. “É uma escola engajada com um programa de educação para a paz em parceria com o TJAP e o MP-AP. Quando conseguimos levar para a comunidade essas práticas, conquistamos a participação democrática da maioria no sentido de dialogar para solucionar conflitos de violência não só nas escolas, mas no seio das famílias e da sociedade”, defendeu a professora. A escola utiliza os projetos Entrelaços e de Ensino Especial, que já existiam, para agregar os círculos de diálogo tratando persos temas e “trazendo novas perspectivas para alunos e seus familiares”, finalizou Doraci. Para a coordenadora do programa de Justiça Restaurativa do MP-AP, Alzira Nogueira, a “política conjunta de solução de conflitos estabelecida pelo Ministério Público, TJAP e SEED significa um posicionamento proativo com relação aos conflitos que vem ocorrendo em todas as esferas da vida coletiva, particularmente no âmbito da educação, uma vez que a escola é um espaço privilegiado para o anúncio de transformações no campo das relações de sociabilidade”.
16/04/2018 (00:00)

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