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Homenagem da Justiça do Amapá às magistradas, servidoras e colaboradoras

O Judiciário do Amapá conta hoje, na capital e interior com 1.627 profissionais, dentre magistrados, serventuários, estagiários, bolsistas e demais categorias de colaboradores. Desse universo, 766 são mulheres. Na sede do TJAP, 110 cargos de chefia são exercidos por mulheres em comando nos departamentos, assessorias, gabinetes e pisões. Para a Diretora do Departamento de Gestão de Pessoas, Rosilene Campos, “no TJAP existe confiança e respeito pela busca da igualdade de gênero, o que faz com que as mulheres assumam cargos de direção superior”. Rosilene considera ainda que “no Judiciário amapaense a diferença de gênero, no que se refere à distribuição de poder, não é mais relevante”. Ela cita como exemplos também o fato de serem mulheres a dirigir entidades de classe como a Associação dos Magistrados do Amapá- AMAAP, pela qual responde a juíza Elayne Cantuária; e o Sindicado dos Serventuários da Justiça – SINJAP, presidido pela servidora Anne Marques. Dos 79 magistrados no Amapá, 27 são mulheres e uma delas é desembargadora. A magistrada Sueli Pini ascendeu ao desembargo em 2013 pelo critério de merecimento. E em março de 2015, aos 55 anos de idade, tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá. “Devemos nessas comemorações ter um momento de reflexão e agradecer a nossas ancestrais pelas lutas e conquistas. Elas fizeram um trabalho incrível para que nós, hoje, pudéssemos trabalhar, estudar, votar e deliberar o que fazemos da nossa vida”. A magistrada lembrou que ainda em boa parte do mundo há mulheres que são oprimidas, sem poder de voz e apedrejadas. “Esse é um sinal que o trabalho não está completo, então cabe a cada um, homem ou mulher, desempenharmos o nosso papel para um dia termos um mundo melhor”, completou a desembargadora. A juíza Alaíde Maria de Paula, oriunda do primeiro concurso da magistratura, ressaltou que percorreu uma longa estrada, tropeçou inúmeras vezes, mas conseguiu vencer todas as quedas. "Levantei-me mais firme e segura. Muito ainda tenho a fazer e não me furto ao meu fardo, seja leve ou pesado. Trago na alma a alegria de tudo que conquistei, e com alegria dobrada tudo que ganhei de Deus, da minha família e dos amigos. Procuro o caminho da retidão, mesmo conhecendo seus percalços. Mantive firme nos valores de berço e desejo que assim seja até o fim". A juíza Laura Costeira, titular da 1ª Vara da Comarca de Oiapoque, destacou que a importância da mulher no Judiciário se reflete “pela conquista do espaço de trabalho num meio que é predominantemente de homens, e porque em muitas causas a sensibilidade da mulher ajuda muito na tomada de decisão mais adequada”. A magistrada defende ainda que a presença de “qualquer mulher nos quadros do Poder Judiciário já é um avanço porque para uma mulher ser aprovada num concurso, muitas vezes, é muito mais difícil, já que quase sempre tem que conciliar estudo, casa, marido, filho, e outras responsabilidades”. A juíza Michelle Farias, titular do Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Santana, destaca que o juiz tem o dever de ser imparcial e se manter equidistante das partes e do conflito. "E aqui tento fazer isso todos os dias. O fato de ser mulher, de conhecer o universo feminino, de já ter sido casada, de ter passado por um pórcio me dá conhecimento prático de muitos conflitos que são trazidos para cá e me levam a investigar de forma mais cuidadosa e habilidosa as declarações das pessoas e suas reais intenções. Esta atenção para as intenções das partes é de fundamental importância no Juizado da Mulher para que eu possa determinar as medidas judiciais adequadas e possa encaminhar as pessoas e as famílias para os serviços necessários a melhora de suas vidas", ponderou. No Dia Internacional da Mulher nossas homenagens a cada uma que é mãe, esposa, dona de casa, estudante, profissional incansável na busca por uma justiça igualitária para todos. Parabéns!
08/03/2018 (00:00)

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